São luzes apagadas e um cheiro de almíscar transcendendo cada traço da parede do quarto. Os lábios colados e uma respiração ofegante. Olhos de gato no escuro, retinas que se adaptam com a penumbra das velas . No meio disso tudo vem uma vontade da língua consumir a outra. Necessidade de ter pra si em pele: Eros!
terça-feira, 1 de junho de 2010
A Essência De Amar
São luzes apagadas e um cheiro de almíscar transcendendo cada traço da parede do quarto. Os lábios colados e uma respiração ofegante. Olhos de gato no escuro, retinas que se adaptam com a penumbra das velas . No meio disso tudo vem uma vontade da língua consumir a outra. Necessidade de ter pra si em pele: Eros!
quarta-feira, 3 de março de 2010
Vertente Parisiense
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Something
George e sua garota!
Escreveram o nome numa árvore de tronco firme, trocaram bilhetes de paquera... E então ela o deixou... Droga! Ela o deixou Acredita? O cara que tocava guitarras! O cara que aprendeu tocar cítara com os hindus! O cara que escreveu sobre o sol ser bem vindo!!!! Trocado por uma ruiva de nome estranho ,Boyd!
Ele emagreceu e depois de vários dias chuvosos. Ela partiu o coração dele, cara! Deixou ele sem esperanças nenhuma, então ele abraçou aquela guitarra e depois de mais um dia chuvoso... Depois de ver a filha da puta com um de seus amigos, ele compôs Something!
Sabe? Aquela com solinho de guitarra” a pampa “. I don’t knowww, Idont ‘knoww! (manja?) pam... pam... pam! Pam! (manja?)
Tudo começou quando George conheceu ela.... Droga! Aquela canção só foi escrita por causa disso.
Porque, é só você imaginar... A mina na cama com outro, a mina dizendo que ama o outro. Todos o momentos, a partir de cada segundo a mina dividindo a vida do lado de outro....
O cara pirou né! Usou LSD e chá de cogumelo do Sg pepers.
E ele pensou nela inventando something num dia de chuva!
Tudo começou quando o George conheceu ela... Sem ela não haveria somthing, meu! Não haveria solinho que lembra chuva. Sem something eu não iria conhecer a minha Patty Boyd...
Sem something estaria tudo certo! Sem something eu poderia parar de fazer silêncio.... Sem Something cara, o mundo seria perfeito e eu não choraria quando os putos do from bar colocassem a música pra rodar na jukebox...
Que porra cara! A vida toda eu vivi sem Something e agora é something em tudo. Puta sacanagem!
E tudo culpa daquela vádia da Boyd... Culpa do corno do George, culpa da mãe dele que começou com esse barato de mina ruiva. Something na puta que pariu, meu!
Tudo começou quando ouvi bossa nova pela primeira vez! Tudo começou a partir daí...
Tudo sempre começa!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Quando um poeta morre...
Eu escrevi este texto enquanto escutava "The Scientist" caso alguém queira ter a mesma perspectiva que eu tive. Deixo aqui a dica, escute "The Scientist" enquanto lêem o texto! http://www.youtube.com/watch?v=tmjPrdTNxQ0 ).Segurei sua mão enquanto os teus lábios se mexiam... Eu puxei você até meus braços, enquanto minha pulsação disparava em sentimentos nostálgicos... Acariciei o teu rosto pequeno, me fazendo a mesma pergunta sobre o que é mesmo isso que respiramos como fragrância de viver... Meus lábios ainda borrifavam vinho, meus olhos queriam os teus olhos! E a mesma voz eclodiu na minha mente, enquanto meus tímpanos eram então estourados outra vez!
As palavras me marcaram como fogo, tatuando no meu corpo o coração em cacos que sempre encobri com poesias de acalanto próximo.
Uma frase para perder a vida
—Não posso!
Uma frase para me fazer sentir embaraçado...
—Não posso!
Aquilo percorria todo o silêncio do meu intimo, olhei no espelho e me senti corcunda na torre mais alta. Sozinho e cheio de histórias tristes pra contar! O tom de feiúra me surgiu em reflexo. E então a idéia de ser maldito refletiu na água que saia da torneira... Aquele capitulo de morrer sozinho e sem amor nenhum... Cercado e sozinho, longe de casa de novo! No meio da multidão levando os cacos de uma vida inteira. A face morna se esquenta, é a lagrima de Pierrot outra vez! Ela escorrega sem querer, e agora embaça os meus olhos de vidro!
“Desculpe se achei que aquilo fosse o inicio de um beijo! Desculpe, por não saber mais ser romântico! E por reconhecer em você amor“
Me despeço, mentalmente enquanto entro no ônibus! Minhas palavras ainda estão reprimidas, me sinto como vapor que cessa enquanto a fogueira recebe água fria... Eu sei! E também desconfio que ela também saiba... Algo meu vai ficar ali enraizada nas paginas do livro... Escondido na contra capa que colei com fita adesiva minusculamente como presente de aniversário, amor para ela, amor para nos dois.
Eu não disse nada! Porque o que é dito nunca se cala e permanece numa espécie de receptáculo, apontando diretamente para o que circula em nosso espírito. Quando alma aparenta estar perdida, simplesmente revive gerando expectativa de uma coisa nova cheia de asfalto e montes verdes.
Aos poucos o motor ronca, e a paisagem vai se soltando na janela, ela acena tchau! Eu apenas pisco em sinal de afeição. Meu coração desmorona por alguma coisa que nem eu sei o que é direito. A sina “ônibus-estrada” se repete... O veiculo cruza a ponte, o rio se ajeita... Talvez seja a última vez que vejo o rastro daquele rio, o vento leva uma poeira acastanhada... Castanho igual olhos dela. Escuto aquela voz dizendo: —Que foi? Que foi?
Não agüento mais pensar na estrada, ela me lembra um passado de quase três anos... Algo que me faz ter certa infelicidade na experiência... Abro mais uma pagina de “on the road”. Queria ser como Jack Kerouac, queria atravessar os estados sem ligar para os meus cacos de apego. Isso me falta, não é amor...
Não é a desilusão de um chute! Não são os olhos castanhos de alguém que me apaixonei sem querer! È a vida na estrada, é conhecer vagabundos... E ter o que escrever, é encher a cara de vinho e acordar no Paraná. Sem saber o meu nome ou como era minha vida antes disso... Esquecer dessa alma inútil de Pierrot, esquecer que meu nariz é grande demais e meu cabelo desajustado demais. Ser igual ao Kerouac é: Parar de sentir repulsa do espelho, ou ficar se sentindo culpado por sempre perder alguém. È passar fome por não ter o que comer, é ver a morte de um rapaz que sonha e o parto de um verdadeiro escritor que chega... Que enlaça o seu povo no cromossomo mais intimo! È ter sede de gente... È ter um motivo para não se sentir um desgraçado por ser simplesmente rejeitado! Eu queria ser como Jack! Queria comer tortas no caminho de Denver, tomar whisky num caminhão em movimento na tentativa de se esquentar... Queria ser um Beat!
Eu vejo meu Strawberry Field da janela, meu lugar favorito em todo mundo! Algo que me faz sentir bem, mesmo que ainda a responsabilidade de ser alguém me deixe vazio... Ali eu sinto que sou muito mais. Que ainda sou! Que ainda vou ser aquilo que posso ser... Aquilo que sou.. Eu! Me sinto bem em estar de volta a cidade dos caquis e dos ipês amarelos. A estrada fica pra trás, estou na cidade. De volta ao lar! O bom filho a casa torna! Ou seja lá o que querem dizer com isso!
Olho para moça que está do meu lado, ela dorme um sono que dá vontade de fotografar! O vento traz de volta as cinzas das quatro. Eu ainda estou com aqueles olhos dentro de mim...(vou dormir pensando naqueles olhos!).
Um sorriso me vem na face quando cruzo a passarela. O barulho do trem passando embaixo dos meus pés é assustador! Meio assustado e meio abatido eu ainda consigo soltar um sorriso! Eu sei que isso vem dela, eu sei que to sentindo saudade e na manhã seguinte vou sentir mais... Eu também sei depois de uma noite isso acaba! Termina virando morfina solta na madrugada.... E daí eu não vou sentir mais nada! Não vou ter mais acesso a sentimento nenhum. E isso me causa medo! Porque no fundo eu sei, que cada vez mais algo me força a parar de sentir!
Uma forma nebulosa de máscara negra, realidade de adaptação que vem como anti-gripal para cessar o pesar, para voltar a seguir a rotina. A forma nebulosa ri alto, nunca diz nada,mas eu compreendo o significado... Sem esse "que" de coração, eu seria mais repleto de frieza... Conquistaria mais, e não andaria pensando em nada. Seria um funcionário público, seria um mercador famoso, um bancário orgulhoso e perderia a essência mãe que fui criado!
Quando essa máscara negra me absorver completamente, quando enfim eu parar de sentir! Quando a atmosfera daqueles olhos castanhos sumir... Quando parar de inventar musas e toda gota de afeto desaparecer! Todo sentimento que prezo vai acabar. E sem esse tipo de sentimento não haverá mais folha ou caneta de tinta azul manchando meus dedos... Não haverá crença em mais nada... O homem nasce o poeta morre!
E todo texto é jogado na fogueira, a essência acumulada, o som de violinos a literatura de penas é manchada... Eu não vou saber o quanto de mim restou. Quantas batidas no peito, quantas cartas dedicadas, quantos poesias escritas... Desperdiçadas, como os sentimentos que se findou...
Nasce o homem, morre o desperdiçador!
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Glossário:
Pierrot: Variação francesa do palhaço triste, apaixonado pela Colombina, que inevitavelmente lhe parte o coração e o deixa pelo Arlequim. Uma de suas características é a lágrima no rosto.
Receptáculo: Lugar onde se reúnem coisas provenientes de diferentes origens.
Jack Kerouac: Autor estadunidense do romance On the Road (pé na estrada) responsáveis por uma das maiores revoluções culturais do secu XX. Percussor da geração Beat.
Strawberry Field: “Strawberry Fields Forever” Na verdade é uma canção dos Beatles Composta por John Lennon e creditada a dupla John Lennon-McCartney. A gravação foi realizada no período de 24 de novembro a 22 de dezembro de 1966. Diz a história que Strawberry Field (Campos de morango) era um lugar onde o exército da salvação fazia quermesses em Liverpool onde John Lennon ia quando criança. Esse é ponto filosófico da música Strawberry Field pode ser tanto um lugar,um objeto e até uma pessoa... Onde recorremos quando estamos mal, onde passamos bons momentos e lá nada importa tudo é perfeito!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Toujours
Pergunta a garota, ingenuamente olhando o teto.
—Acho que é algo que a gente enche de coisas e cobre pra ninguém ver! Algo que faz a gente pintar figuras na folha.
Responde o rapaz com uma expressão de quem sabe muito sobre almas.
—Pensei que alma fosse aquele papel que a gente usa embaixo da folha!
Aguça ela.
—Não! Aquilo se chama, papel que se usa embaixo da folha... Alma é algo muito complexo.
Completa ele.
—Eu acho que eu não tenho uma alma!
—Claro que tem! Todo mundo tem alma, uns tem alma de artista outros de agricultor... Conheci uma garota que tinha alma de vaca!
O silêncio cresce, a garota odeia quando o assunta chega em outras que não seja ela. Depois de algum tempo ele corta o clima:
—Você quer?
—O que?
—Minha alma! Ela só me trouxe problemas até agora, se quiser pode levar...
—O que eu vou fazer com duas almas?
—Eu não sei! Nem sei o que faço com a minha!
—Acho que eu não quero não!
—Então ela vai pro lixo! Ta ocupando muito espaço, sabe? Quase todo o meu ser! Me decidi, vou jogar fora! Afinal ninguém gosta dela mesmo. E eu vou acabar morrendo de febre por escutar a minha alma no pedido por chuva!
—Tudo bem! Eu quero vai!
—Tarde demais, já foi para o lixo.
—Ahhh! Mas eu queria!
Suspira a garota... Suspira porque ela o ama e sente isso na alma. Algo que brota intensamente trazendo a necessidade de falar com ele, algo que ela não consegue expressar. Algo que a faz divagar em pensamentos na aula. Algo que agora ela sabe definir bem!
—Tudo bem! Eu a reciclo é sempre bom reciclar uma alma...
—Se você quiser... Podemos compartilhar a mesma alma!
—Eu...
O rapaz fica calado, e ela o beija... Os olhos dele traduzem o que alma intensifica: amor.
Um País
Escondido das desilusões, perto de todos os sonhos...
Lá, os habitantes só falecem por desgaste de vida, quando aposentam ou somente quando o sonho se realiza.
Teremos todo um continente para nos amarmos sem interferência de quilômetros, chacinas ou desamparo financeiro. Teremos nossos encantos em meio de cantos e de tantos apegos. Sem guerras, ou finais sozinhos... Criaremos leis de amparo amoroso, abraços coletivos e festas anti solitárias. Para nunca sobrar tempo a melancolia...
País perfeito este...
Que estará onde você está!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Bel-prazer

domingo, 11 de outubro de 2009
Ocasionalmente perto... Propriamente juntos!

Seu nome era de pão francês, desses que vendem frescos na padaria. Possuía cabelos negros e um conceito meio de algodão doce em dia de parque. Seu sobrenome era de profeta judaico, sol nascente de algum lugar afastado. Portador da espada de chamas do Monte Carmelo.
Mas apenas se cruzaram no meio da rua.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Importa?

Estranhamente, Não importa!
Que eu fique ébrio de solidão. Fatiado de paixão e consequentemente descrente de todo o amor que há no mundo.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Em sentimento há sentimento!

Uma vez alguém me perguntou sobre sentimento...
Tem gente que chama sentimento de merda, tem gente que o apelida de felicidade. E daí se esquece que sentimento vem e vai, vai e vem e o denomina de tristeza...
Por fim sentimento não se esclarece, não se apostila... Acaba acontecendo. Quem tem sentimento sente.
Sentimento é isso e isso é sentimento.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
"Analogia do amor e as amoras"

Antes versos fáceis compostos sem mediação, desenvolvidos no calor da alma. Desencadeados por intensidade real. Falar de amor hoje é como falar de amoras, por mais doces que sejam não duram mais que uma estação. Amoras? Certas vezes são doces quando estão maduras, outras azedas quando não estão na hora. As maiores sempre ficam em cima, fixas no galho mais alto. Inalcançadas para uns, bem perto para aqueles que dispõem escadas. Não importa, amoras essas que são tão iguais: Doces e pequenas, grandes e saborosas. Sempre partem deixando o gosto da primavera, deixando a língua pigmentada. Manchando os lábios e as mãos numa cor vermelha , ou num roxo impermeável.
Para mim o amor e uma amora são conjuntos. Presos na mesma estação, dividindo o mesmo paradoxo do sabor amargo, doce ou azedo. Quem precisa de amor? Quem precisa de amoras? Se não as frases contidas naquela carta abandonada em cima da mesa. Pobres versos adoeceram na busca de uma musa. Intocados pelo som, os únicos que permanecem ali em silêncio... Numa última linha sem destinatário.
sábado, 11 de outubro de 2008
O Pierrot que não se tornou Arlequim

Colombina:
Olha-me assim, Pierrot...
Os teus olhos, Pierrot, são lindos como um verso. Minh’alma é uma criança, e teus olhos um berço, à luz do teu olhar, tenho ânsias de dormir, para poder sonhar!Os teus olhos dardejam! São dois lábios de luz que as pupilas me beijam...
São dois lagos azuis à luz clara do luar...
São dois raios de sol prestes a agonizar...
Olha-me assim Pierrot... Goza a felicidade de poluir com esse olhar a minha mocidade aberta para ti como uma grande flor, meu amor...meu amor...meu amor não pode ser seu, e sim do Arlequim...não chores meu doce Pierrot!"
Então de todo aquele amor, sobrarás apenas as apostas de galanteios baratos... Das conquistas antes tão sentimentais usaras teu verso para consagrar a glória, somente da ida até a cama.


