terça-feira, 9 de setembro de 2008

Efêmero (Meu amor)



Meu amor foi embora, está do outro lado da calçada. Sentado nas praças, nos olhos dos casais que se amam.

Meu amor fugiu, está degolando todas as prostitutas no farol. Meu amor está nos braços do diabo, nas encruzilhadas do centro.

Meu amor...

Não mora mais aqui, morreu de overdose. Escapou com o ultimo tiro. Liquidou-se dentro do corpo daquela garota.

Meu amor estava louco, cavalgava pelas selvas dançando ao luar... Cavalgue para longe meu amor. Cavalgue meu amor, enquanto meu conhaque deixa a floresta em chamas.

Meu amor está preso, permanece atrás das grades, pegou doze anos... Por sangrar-me a carne.

Meu amor... Numa gaita rancorosa, numa garrafa de absinto. No retrato daquela donzela, nos lábios daquela senhora.

Amor que foi embora, um dia verei sua volta?

Um comentário:

Gabriele Fidalgo disse...

O amor nunca morre, mas transforma-se.

beijo