sábado, 13 de setembro de 2008

Meus vinte e tantos nada



Ouvidos fatigados pelo som.

Fração diminuída já se faz metade de alguma coisa. Coisa que some e atingindo um numero novo: "calendário". Hoje de ante ontem. Mão desigual aplicada em circunferências por todo canto.

Deus! Já é vinte?

Por que?

Vinte capítulos num livro, vinte fábulas sem final...
São pontos, alguns com virgulas outros pedem interrogação, mas ainda há reticências.

Há o agora, há o nunca... Nunca mais, nunca mais... Deus! Vinte, será vinte? Por quê?
Nestas ruas estão meus fragmentos, nessas curvas desenvolvem meu lamento. Não há um blues, mas há solidão.

O escuro, à noite... Todos fragmentados em partículas exatas nas lentes negras: óculos. Enquanto houver um suspiro, enquanto eu for campos de morangos.
Haverá eu, haverá vida...

Talvez uma coisa sem senso, desestruturada por aqueles que estão numa parte de seu peito.
Talvez... Seja alguém, tão abandonado e acolhido. Transformado em ponto de ônibus, escadas rolantes, estações de trem. Cada um mexe com algo mais, além de movimentação de gente.

Deus! Ainda vinte? Por que?

Amanhã será trinta, vinte um, vinte dois... Mas hoje é vinte... Desolado, improvisado entre meus ouvidos fatigados.

Entre minhas promessas de aniversário.

Um comentário:

Gabriele Fidalgo disse...

Ainda vai fazer mais umas 5 décadas! :)