domingo, 19 de outubro de 2008

Relato inconstante numa noite de adeus. (ou "O que é isso mesmo?")

Eu não sei por que, mas certas vezes vejo uma espécie de lodo social. Às vezes não sei por que, aparece do nada, cheiro mal que enfoca a madrugada. Milhares de fatores, gangrenas que apodrecem. Sempre estão ali por todo lado, não há por onde passar. Não há por onde se esconder, as gangrenas exalam a podridão. Chagas social, vizinhos intrometidos, Lagoas imundas com milhares de abortos naturais. Pense! Escolha! Essa podridão dispõe de outras escolhas ao invés de uma só. Abusos de sistema, abuso autoritário são tantas definições que às vezes dá pena de acordar no dia seguinte. Sabendo que tudo é esse lamaçal, toda essa escuridão em vida humana. Saber que essa podridão está em mim, em ti, em vos. Somos latrinas transbordando lixo, somos veneno concentrado em flechas. Apontadas para os corações mais simples, poluindo almas. Descobrindo que humanidade ainda é vírus.
Ah! como eu quisera um dia ser pássaro, como quisera mudar as luzes do pisca da minha arvóre. Tantos anos já medidos em meses. Amigos que passam, outros apenas se matam dentro da gente. Tantos talentos inutilizados e ainda essa incompreensão é latente. Um abraço é tido como o disparar de uma arma, existem pessoas que não ficam satisfeitas em assumir uma vida. Querem mais, o desejo embolorado de mandar nas outras.
Eu morro naquela esquina todos os dias desde que vi você. Sim! eu me deito para os corvos manipulando minha humanidade. Eu mergulho naquele lodo todos os dias desde que te esqueci, sou este poço de desespero. O modo ruim de olhar para o rio sujo, para a criança faminta. Eu encaro isso de perto, são partes das minhas escolhas de vida. Sentar na varanda e enxergar até que ponto a bala vai atingir o alvo. Sim! isso é uma palavra de adeus, talvez um tchau para mais tarde ser um até logo. Mas ainda vou passar despercebido naquela esquina, pensando que acredito em dimensões diferentes. Porque este é o único ponto aceitável dessa realidade irreal.

Eles desligam os aparelhos, mudam sua rotina e retiram você de mim. Poderia contar quantos desenganos eu tive? Poderia medir quanto minhas canções repetem no rádio? Por deus é necessário dizer adeus, mas não éramos amigos? Não me venha desejar feliz aniversário, dizer palavras tolas para acreditar que tudo que fiz foi dar conselhos de graça, companhia desnecessária. Acho que esse tal inferno astral é irreversível, tão pouco acordei e já quero cortar meus pulsos. E nem sei, já chegamos as onze? Queria que alguém ai respirasse. Respiras?

Eu vou te ligar amanhã tudo bem? Perguntar por que sempre me rendem nessa cruz. È necessário estes pregos? É necessário pedir para partir?

Não vá me levar a mal, é que às vezes eu não sei por quê... Simplesmente queria perder essa compreensão que tenho de tudo que é você. Afinal não é sempre que pedimos sutilmente para “se apagar”.
Não vá me lavar a mal, é o que eu acho. Somente o que acho, mas não tenho certeza!

Um comentário:

Karen disse...

[i]o começo foi uma revolta social...


o meio e o fim....posso saber ´pra qm seria????



e diz ai, ta com saudades de mim????

axo q esses textos fikam bem em folhas do meu caderno pra nota com a professora...q axas????

;]

AdOrO vC!! apesar d naum ser reciproco ja q me odeia....



Bjs